Chernobyl
Nada a ver com SP, não se preocupe. É que me passaram um link muito interessante, então resolvi colocá-lo aqui. A dona do site é uma mulher que costuma passear de moto na zona de exclusão de Chernobyl - a área afetada pelo acidente nuclear de 1986. Além de descrever a situação no local (que só poderá voltar a ser habitado em 900 anos!!), ela publica fotos da região. Clique aqui para ver.
Escrito por Rachel às 12h58
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Valadares
Sábado estávamos na Lapa e aproveitamos para conhecer o famoso botequim Valadares. No ano passado, ele saiu no Guia da Folha junto com outros botecos velhões de SP. Aberto no início da década de 40, se mantém firme e forte numa esquina do bairro. O sucesso é um mistério: as (muitas) mesinhas de plástico se espalham pela calçada irregular, ônibus cruzam a rua fazendo barulho e espalhando fumaça, o atendimento é de boteco etc. Mas não deixa de ser uma instituição paulistana. A cerveja é geladinha e os mais ousados podem comer testículos de boi ou de galo. Pra mim, frango a passarinho mesmo.
Serviço: Rua Faustolo, 463, Lapa 3862-6167 10h/0h30 (fecha dom.) ou Rua Cláudio, 347, Lapa
3865-5414 11h30/0h30 (dom. 12h/22h).
Escrito por Rachel às 13h00
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Fotas
A Cora Rónai deu link para um ótimo banco de imagens antigas de São Paulo. Aqui você clica numa rua do mapa e vê diversas imagens do Páteo do Colégio, da Praça da Sé etc etc.
Escrito por Rachel às 18h23
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Reclamações
Eu adoro exercer meus direitos de cidadã pedindo troca de lâmpadas queimadas, colocação de lixeira, tapa-buracos e quetais. Votei na prefeita, tenho que cobrar seus serviços, ora. Sou fã do SAC da prefeitura, devo ser uma das pessoas que mais usa. O legal é que eles costumam atender as requisições, e tem até um número da solicitação pra gente acompanhar a quantas anda o serviço. Dá para pedir rebaixamento de guia, remoções diversas, reclamar da falta de iluminação, de coleta de lixo etc etc. Ah, o melhor é que não precisa se identificar.
Ontem fui além. Peguei um ônibus que o motorista dirigia que nem louco, correndo, brecando bruscamente, ignorando as pessoas que faziam sinal para parar. Um irresponsável. Pois anotei os números do ônibus, cheguei em casa e liguei direto no tel. 156, que recebe reclamações. O chato é que aqui eles pedem endereço e RG - fiquei meio assim e preferi dar um falso. Eles também dão um número para acompanhar a ocorrência.
Escrito por Rachel às 13h05
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São Paulo, 450 Anos
A exposição "A Imagem e a Memória da Cidade no Acervo do Instituto Moreira Salles", em cartaz no Sesi, é mesmo imperdível. Depois de reler o texto que o Ju escreveu sobre ela, resolvi dar o link pra ele aqui (desça a página até o texto de Domingo, Fevereiro 1). Eu não descreveria melhor esta ótima mostra de fotos.
Achei um barato a quantidade de senhores e senhoras, que vão em duplas ou turmas e ficam longos minutos em frente de cada imagem, comentando e lembrando episódios do passado. Uma delas, mais nova, conversava com um casal de velhinhos: "Do alto dos meus 58 anos, eu posso dizer: parece Roma! parece a Europa!" (apontando para uma foto de casario colonial) O tom era de lamento, tipo "o que foi que deu errado".
Numa outra sala, prestei atenção na conversa de uma monitora com um senhor. Ela berrava com aquele tom de voz que usamos com crianças: "O senhor foi nesse bar aqui?", e apontava para uma foto. E o velhinho não entendia nada... Ela repetiu várias vezes, interessada em saber mais sobre a cidade pelos olhos de quem a conheceu tantos anos atrás. Um moço que estava com o senhor disse que ele tinha 95 anos! Quando o velhinho começou a contar suas historietas, reparei que os visitantes abriam os ouvidos, disfarçadamente, para captar aquele testemunho.
Pensei agora que seria bem legal se contratassem monitores voluntários de idade, que conheceram a cidade em seus diversos períodos, para enriquecer a exposição e acompanhar os interessados. De qq modo, vale a pena dar uma passada lá.
PS - Não deixe de pegar o Mapa das Artes de São Paulo, que é gratuito e mostra várias atrações culturais
Serviço: Galeria de Arte do SESI Av. Paulista, 1313 (Em frente a estação Trianon-Masp do metrô) De 23 de Janeiro a 27 de Junho De Terça a Sábado das 10h às 20h Domingo das 10 às 19h Entrada franca
Escrito por Rachel às 13h25
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Fim de semana
No finde passado, viajei. Neste, estarei de plantão. Maaas prometo visitar algum lugar bacana. Chega de enrolação! Me aguardem.
Escrito por Rachel às 19h17
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Largo da Batata
Toda vez que eu preciso comprar alguma bobagem - tipo remédio, caderno - desço do prédio onde trabalho e viro à direita na Faria Lima. Quanto mais me aproximo do shopping Iguatemi, tudo fica mais caro, mas sempre acabo indo pra lá. Hoje resolvi aproveitar que estava do lado do largo da Batata e saí à procura de uma papelaria. Nos primeiros 5 passos pensei: - Como sou boba, tem tudo aqui do lado esquerdo... E mais barato! Do sexto passo em diante, lembrei por que eu prefiro pagar caro: essa região é uma das mais horrendas de SP, se não a mais.
As calçadas estão cheias de buracos (num dia de chuva, como hoje, formam-se pocinhas ótimas), camelôs, lixo e mendigos. Das lojas Marabraz, Colombo e Casas Bahia, saem músicas (?) medonhas a toda altura - isso quando os tiozinhos param de berrar no microfone as últimas ofertas. O cheiro de churrasco de gato se mistura no ar com outros odores que eu prefiro deixar você adivinhar. Nas casas e predinhos baixos, as pichações dominam.
Ah, já ia esquecendo da fumaça preta que os ônibus soltam na cara dos passantes. E das buzinas.
Cruz credo.
Escrito por Rachel às 15h03
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- Dois meses depois de iniciadas as obras na Rebouças com a Faria Lima, finalmente estão abrindo o buraco do túnel
- Na semana passada, fomos ao teatro e ficamos a 2m da prefeita Dona Marta
- 1 McChicken de isopor + 1 suco blergh = R$ 7,25. Prefiro acreditar que o McDonalds piorou muito nos últimos anos (ou isso ou eu era totalmente sem noção)
Escrito por Rachel às 14h53
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Sushi dos infernos
O Sushi Lika já foi capa do Guia da Folha alguns anos atrás: num concurso, seu sushi foi eleito o melhor da cidade. O restaurante, na Liberdade, era simples, com o estilo da região: algumas mesas com tampo de fórmica, quadros com temas japoneses etc. Fazia um tempo que não íamos lá, dei a idéia porque queria comer um bom sushi e ver como ficou a casa depois da reforma, feita no ano passado.
O primeiro choque, não todo ruim, foi a decoração, à la Itaim Bibi. Na entrada, uma parede de vidro com água escorrendo, mesas com tampo de madeira, 4 salinhas de tatame e até um mezanino. Lustres moderninhos, balcão maior, essas coisas. O restaurante não estava lotado quando chegamos, ainda havia mesa, mas o serviço estava muito lento.
Começamos com shimeji e shiitake na manteiga, que vieram em pouca quantidade e meio insossos. O hot sushi, que eu queria experimentar, chegou mais de 40 min. depois do pedido. A essa altura, com fome e irritada com o descaso do atendimento, meu humor começou a descer a ladeira. O combinado de sushis demorou bem mais e, quando chegou, veio incompleto. Depois de comermos tudo, ficamos ainda uns 10 min. aguardando um parzinho de califórnias.
Ai, que ódio. As garçonetes, fraquinhas como as que custumam trabalhar nessas casas, estavam até constrangidas com a demora. Minha vontade era chamar a gerente e dar um esporro, mas a noite já estava arruinada e não ia adiantar nada. Saímos sem sobremesa e sem café, e gastamos uma boa grana. Os sushis? Já comi muito melhores...
Escrito por Rachel às 12h32
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Grupo Rumo
Fiquei tão animada com o show da banda, dia 21/3, que comprei 2 ingressos a mais! Serão apenas 3 apresentações, no Sesc Pompéia, para relançar os discos do Rumo - que começou/acabou na década de 80. Quem nunca ouviu falar deles, certamente conhece Ná Ozzetti, que começou a carreira como principal cantora do grupo. Luiz e Paulo Tatit também fizeram essa escola.
O Rumo é cara de São Paulo. Junto com Arrigo Barnabé (que é do Paraná) e Itamar Assumpção, o Rumo fez parte da vanguarda paulistana. Eles faziam uma música falada, com historinhas cheias de humor. O CD "Rumo aos Antigos", com gravações de Lamartine Babo e Noel Rosa, é nota mil. Saiba mais sobre eles aqui
O show é imperdível. Quem quiser ir, muito bem acompanhado, me avisa que eu tenho 2 ingressos!
Escrito por Rachel às 12h23
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Calendário
Gostei da notícia: "Prefeitura de SP lança calendário com mulheres que dão nome a ruas e praças da cidade" Clique aqui para ler um resumo da biografia de moças como Olga Benário e Anália Franco.
Escrito por Rachel às 13h18
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Instituto Moreira Salles
Sábado, passamos por acaso em frente ao instituto e resolvemos entrar para ver a exposição de Cristiano Mascaro. Para mim, ele é o fotógrafo que retrata SP com mais criatividade, curiosidade e beleza. Seus ângulos nunca são óbvios, e sua maneira de contrastar, fundir e ressaltar luzes e sombras faz de cada foto uma obra de arte. No ano passado, vimos uma exposição superinteressante na Pinacoteca, com fotos que ele tirou de Berlim e que uma fotógrafa alemã tirou de São Paulo.
Já nesta pequena mostra, vimos fotos recentes de SP: uma estação de metrô, um muro grafitado, um depósito de carros velhos, uma galeria comercial, o Mosteiro de São Bento e aquela foto dos fios e postes de luz da periferia que já entrou pra história. Tudo em preto e branco, como SP é muitas vezes.
O instituto é pequeno, fica no 1º andar de um predinho da rua Piauí, 844, mas é muito organizado e bem cuidado. As fotos, já sabe, valem a pena. Nem que seja para uma olhada rápida, de passagem.
Escrito por Rachel às 15h17
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