Programação

Vamos viajar neste final de semana, mas quem ficar em São Paulo tem ótimas exposições para visitar:

- José Clemente Orozco, de quem sei muito pouco, mas que pode servir de pretexto para conhecer a nova Pinacoteca Estação, que ocupa o prédio que já foi do DOPS, na Luz;
- Referencial Anita Malfatti, no novo Conjunto Cultural da Caixa, em plena praça da Sé;
- Araquém Alcântara, exposição de fotos na nova sede da prefeitura, no Edifício Banespa;
- Os Cantos de São Paulo, 450 imagens de SP feitas por quase 350 fotógrafos profissionais e amadores;
- Cristiano Mascaro, fotógrafo, mostra imagens recentes da cidade na galeria do Sesi;
- Plataforma São Paulo 450 Anos, discute a relação da arte com o desenvolvimento da cidade, os homens e as máquinas, no MAC Ibirapuera.

E tem mais... Horários, preços e endereços aqui.



 Escrito por Rachel às 11h37
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Picasso virtual

Para quem mora em outra cidade e/ou não pretende ver a exposição do Picasso na Oca, há uma boa mostra virtual aqui.

 Escrito por Rachel às 20h07
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Out of Topic

São Paulo é, entre outras coisas, a cidade que multa um veículo por furar o rodízio no domingo !

 Escrito por Rachel às 15h13
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Mosteiro de São Bento

O Ju me imitou descaradamente e criou o Rapaz!SP - blog em que ele conta suas andanças pela cidade. O Rapaz! nasceu em Brasília, mas conhece as quebradas de Sampa muito melhor que muito paulistano da gema.

Lendo o blog dele, e tentando superar aquelas boas histórias, resolvi relembrar o dia em que fui à missa no Mosteiro de São Bento. É evidente que a minha visita foi muuuito mais completa que a dele: domingo, 10h, com direito a canto gregoriano e bolo de ameixa dos monges!!!

A igreja é pequena, ou pelo menos menor do que eu esperava, mas só de percorrer as ruas desertas do centro num domingo ensolarado já confere um clima mágico ao lugar. Tive a impressão que havia muitos "turistas" como eu - não é o mesmo público que se encontra numa missa de igreja de bairro, não.

O ponto alto é a entrada dos monges, vestidos a caráter, chacoalhando aqueles potinhos de onde saem cheiros estranhos, opressores de insenso. Eles entram em fila, cantando, e andam até a nave. Me senti participando de uma seita secreta, cheia de mistério.

No final da missa, forma-se uma fila para comprar os bolos e pães que os próprios monges fabricam. Ficamos com o Bolo dos Monges, com ameixa, banana e uva passa. No site deles, dizem que o bolo foi criado no século 19. Gostei mais do pão de mel, um sabor mais século 20.

 



 Escrito por Rachel às 11h34
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Parada da 23 de Maio

Domingo, 25/1, foi dia de parada, de bolo de 450 metros no Bixiga e de muitas outras atrações. Decidimos dar uma olhada na parada depois do almoço, antes que chovesse. Paramos o carro no Paraíso e percorremos a avenida até o Centro Cultural São Paulo.

Ali sim a festa estava bem popular. Gente de todo tipo, jovens pobres e ricos, famílias com carrinhos de bebê e crianças, grupos de amigos e casais. Havia stands para cortar o cabelo gratuitamente (sem espelho!), telefonar e mandar postais para o Brasil todo tb. de graça. As barraquinhas de comida, padronizadas, vendiam pastel e comidas típicas variadas (italiana, chinesa etc.)

Do lado esquerdo, concentravam-se as pessoas, aproveitando esses serviços, dando uma olhada no pessoal que andava de skate ou no teatrinho da Turma da Mônica. Do lado direito, os carros de som aguardavam a saída em direção ao vale do Anhangabaú. Eram 31, um para cada subprefeitura, e suas carrocerias estampavam imagens associadas a seus bairros. Fiquei com pena de São Miguel (se não me engano): o desenho era de barracos! Pinheiros foi representado por um executivo de maleta na mão (!).

Logo choveu, algumas pessoas pareciam ir embora, mas nem todos se assustaram. O clima não estava muito animado - tinha um tiozinho dançando, meio torto, que nos chamou a atenção. Mas os carros de som tocavam as mesmas músicas, e não esperamos para ver os shows que estavam programados em cada um deles.

De qualquer forma, foi curioso andar a pé na av. 23 de Maio, um símbolo dos congestionamentos e do mar de carros de São Paulo. O pessoal mais pobre aproveitou para passear e usar os serviços gratuitos. Valeu a pena, então.

Update - Deu na Mônica Bergamo: Saíram os números de consumo da parada do aniversário de São Paulo, no domingo: foram distribuídos 500 mil brindes; 50 mil pessoas consumiram alimentos nos dois restaurantes montados no evento; 10 mil pessoas fizeram ioga, massagem, aula de dança ou alongamento; 2 mil cortaram os cabelos; e 1.500 livros foram distribuídos nas três primeiras horas do evento. Os números são da TV 1 Eventos, que organizou tudo.



 Escrito por Rachel às 12h20
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Ipiranga x São João

Saímos do "show" da fonte na metade - não que eu já estivesse cansada do espetáculo, mas tínhamos que comer alguma coisa antes de ir para o show do Caetano Veloso. Paramos no Ponto Chic da Paulista - nada mais tradicional que o bauru deles. Depois, pegamos o metrô Paraíso e, 1h antes de começar o show, estávamos na esquina mais famosa de São Paulo. 

O local já estava tomado de gente. Guardinhas revistavam os homens (mas deixavam passar as mulheres) que se aproximavam da av. São João, onde estava montado o palco.

Mesmo com o lugar lotado, estávamos tranquilos, pois N. tinha sido convidado para o setor VIP e lá é outro esquema. O problema é que nos enganamos de camarote - e só descobrimos isso depois de passar pela multidão 2 vezes. Passar não é bem a palavra correta - fomos arrastados. Incrível ver que havia crianças no meio do bolo - tem uns pais muito zen noção... Uma hora, nos abrigamos na porta do Bar Brahma e a multidão quase derrubou as gradinhas que a separavam da entrada. Deu medo, tinha gente passando mal e parecia que ia estourar tudo em cima de nós.

Finalmente, N. teve uma ótima idéia: contornar o palco e entrar por trás no setor VIP. Aí foi tranquilíssimo. O show tinha começado havia uns 20 minutos, então ficamos em pé, mas a visão era muito boa. Sem falar que havia água, prosecco e comidinhas grátis. É meio constrangedor, de qualquer jeito, porque a galera fica separada da área VIP, mas muito próxima... Eles esmagados ali do lado, e a gente no bem bom logo em frente.

Mas o que importa é que o show foi histórico - mesmo com todos os erros do Caetano. Jair Rodrigues foi o primeiro a cantar, daquele jeito que parece que acabou de colocar o dedo na tomada. Nunca vi tanta animação! Jairzinho (que eu deveria chamar de Jair Oliveira - mas me recuso! Ele é um ex-Balão Mágico!!!) tem uma voz terrível. Uma moça atrás de mim definiu bem: "mela-cueca". Zé Miguel Wisnik, que eu amo de paixão, estava apagado. Voz não é o forte dele, mesmo. Nando Reis e o tal Rappin Hood foram os destaques, os mais aplaudidos.

Ah, sim, sem falar no ministro! Gilberto Gil apareceu de surpresa, foi soberano, aplaudidíssimo! Cantou e tocou violão de terno - vinha da inauguração da nova fachada da Estação da Luz. "Desde que o Samba é Samba" foi a melhor parte do show. Sem falar na declaração de amor que ele fez a Caetano: disse que se Caetano deve tudo a São Paulo, ele tb deve, já que deve tudo o que tem a Caetano. Fofo!

Depois do show, demos uma olhadinha nos verdadeiros VIPs que estavam lá: de Nizan Guanaes ao prefeito de Salvador, passando por Adriane Galisteu, Fernanda Torres, o ministro Márcio Thomás Bastos e a prefeita, claro.



 Escrito por Rachel às 10h54
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Fonte do Lago do Ibirapuera

O "novo cartão postal de São Paulo" foi inaugurado dia 23/1/2004, dois dias antes do aniversário da cidade. O Lula estava lá, a Marta também, e mais 8 mil paulistanos valentes - esses sob uma chuva forte que gerou um congestionamento monstro. Por essas e outras, preferimos conhecer a fonte no dia seguinte, sábado.

Eu, que sempre aguento gozações quando digo que nossa casa fica "pertinho" do Ibirapuera, me senti vingada. Fomos a pé, e em 20 minutos estávamos em frente ao lago. Algumas famílias e grupos de amigos, todos com cara de vizinhos do parque, esperavam. O palanque montado para os discursos do dia anterior ainda estava em pé - e lá alguns VIPs também aguardavam. Nas caixas de som, tocava o songbook do Tom Jobim, dando à cena ares surreais.

O show da fonte multimídia começou 20h30, atrasado - provavemente porque às 20h ainda estava dia. Mas vamos logo ao que interessa: foi sensacional! Me senti na Disney (correndo riscos aqui de ser mal-interpretada)!

A fonte é multimídia mesmo: começou com a música, que os jatos d'água acompanhavam. Seguiram-se raios laser e fotos projetadas na própria fonte! Os jatos, iluminados, ficavam ora verdes, ora vermelhos, ora azuis, ora arco-íris. Lindo, lindo, lindo.

O Pão de Açúcar, que patrocinou, não perdeu tempo. No sábado mesmo já distribuía cartões postais da fonte. E eu, que não sou boba, adorei. Quero uma folga de Masp e avenida Paulista!



 Escrito por Rachel às 19h38
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Fundação Maria Luísa e Oscar Americano

O dia estava bonito mesmo. Tão bonito que resolvemos emendar um parque no outro. Eu já tinha visitado a fundação quando criança - não sei se com meus pais ou com a escola.

Não por acaso, me lembrava mais dos jardins da propriedade, de natureza tão exuberante que pareciam estar ali desde a chegada de Anchieta... Mas era só impressão: as árvores, nativas da região, foram plantadas na década de 40 ou 50, quando o engenheiro mudou com a família para a casa do Morumbi.

A casa vale um parágrafo à parte: projetada pelo modernista Oswaldo Bratke, é cheia daquelas linhas retas, de paredes de vidro, e cercadas por jardins que parecem que vão invadir as salas. Lá dentro estão expostos móveis do Brasil colônia, pinturas e esculturas de Portinari e Guignard, além de porcelanas da Companhia das Índias e alguma prataria.

Do acervo, o mais interessante, para mim, é uma carta que D. Pedro II escreveu de próprio punho a seu "papá", que já tinha voltado para Portugal. A carta chegou tarde - o velho estava doente e não chegou a lê-la. Mas é tão curioso ver a caligrafia do imperador, ainda mais tratando de assuntos pessoais...

 



 Escrito por Rachel às 19h07
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Parque Burle Marx

Domingo, 18/1, um dos raros dias em que o sol apareceu firme e forte neste janeiro paulistano. Resolvemos conhecer o parque, projeto tantas vezes adiado pela preguiça. Mas agora temos uma meta!

O inusitado começa na localização: em frente à marginal Pinheiros. A entradinha é tão acanhada que passamos reto. Mas as boas surpresas começaram no estacionamento, seguro e ajeitadinho, com sombrinha e tudo. Na entrada do parque, um gramado cuidadíssimo dá as boas-vindas aos "turistas". Se não tivesse um sol maravilhoso, eu pensaria que estava em Londres: famílias e casais deitados sobre toalhas na grama, ausência absoluta e espantosa de camelôs, nem um lixo no chão.

Pequeno, o parque tem ainda algumas trilhas e um jardim projetado pelo paisagista que dá nome ao local, Burle Marx. A fonte estava desativada, mas nem isso tirou o charme... Uma graça.



 Escrito por Rachel às 18h16
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Joan Sehn

Quem passa pela choperia alemã, inaugurada em 1937 na rua Lavandisca, nem sonha que ali ficavam chácaras de imigrantes, com vacas pastando e galinhas soltas. Hoje, o chope Brahma (que substituiu o Antartica nessa era pós-Ambev) é servido em canecas no enorme salão, acompanhado por tábuas de frios e queijos. Os mais animados podem pedir um eisbein, o joelho de porco, mas não foi o caso.

O ambiente decepcionou um pouco: podia ser mais "típico". O que chama mesmo a atenção é a frequência - de cinquentões (para cima) e algumas famílias - bem diferente dos grupos que visitam os bares da Arapanés, ali do lado.



 Escrito por Rachel às 18h04
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Memorial do Imigrante

Dia 3 de janeiro, São Paulo estava quase deserta. Bom dia para visitar o Memorial do Imigrante, no Brás. O museu, criado em 1998, ocupa parte da Hospedaria dos Imigrantes, um complexo de prédios criado entre 1886 e 1888 para receber imigrantes e encaminhá-los ao trabalho nas lavouras de café. Eles desciam na estação de trem anexa à hospedaria, que ainda existe e realiza passeios curtos aos domingos. Esse ficou para outra vez.

O prédio é um dos poucos que sobreviveram a um século inteiro em São Paulo. Fica na rua Visconde de Parnaíba, nome que homenageia um dos homens que mais incentivaram a imigração para a cidade. Naqueles fins do século 19, a escravidão morria lentamente, e os grandes produtores de café do interior perceberam as vantagens financeiras do trabalho dos imigrantes.

Uma das coisas mais interessantes do museu é a possibilidade de pesquisar em um terminal de computador a data de chegada de nossos antepassados, o que permite pedir uma certidão de desembarque - que é usada para quem pretende obter uma segunda cidadania. Nossas buscas foram frustradas, porque não há registros de nossos bisavós Haddad e Gomes Martins até 1908. Depois dessa data, os registros ainda não estão informatizados. Acabou a verba

 

 



 Escrito por Rachel às 17h53
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Começou a festa

Este ano temos uma meta: conhecer lugares novos em São Paulo e visitar novamente os que já conhecemos. Não qualquer lugar: os tradicionais, os curiosos, os emblemáticos, aqueles que fazem a cidade ser o que ela é. São Paulo. Uma cidade que se ama odiando. Você é nosso convidado para essa viagem.

 Escrito por Rachel às 17h37
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